Querido Peter,
como estás, meu pequeno? Espero que estejas se alimentando direito e não se colocando muito em risco. [...] Por outro lado, se essa for a verdade, você deixou de ser o meu querido Peter, menino corajoso e meigo, que adora adrenalina e tem um jeito de muleque que acaba com qualquer vestígio de maturidade que possa existir em mim. [...] Garoto que eu adoraria estar entrando pela minha janela nesse momento.
Onde estás, pequeno? Bem sei que é longe, mas meu coração sussura desesperadamente que estás aqui dentro. E eu te sinto, Peter, te sinto no abraço apertado, no beijo negado, nas músicas dolorosas, nas feridas reabertas, nas linhas retas onde nós escrevemos nossas tortas histórias, que eu espero que sejam tão tortas a ponto de nos cruzarmos novamente. Você está longe, Peter, mas eu ainda te sinto aqui dentro.